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A Mãe

by Maksim Gorky

pt · ~465 min at 250 WPM

A Mãe acompanha Pelágia Nilovna, uma mulher humilde, tímida e resignada, espancada pelo marido e esmagada pela miséria e pela ignorância. Quando o seu filho Pavel se torna operário revolucionário e enche a casa de livros proibidos e de jovens militantes, ela começa a despertar para a injustiça que a cerca. Após a prisão de Pavel, a mãe abraça ela própria a causa, distribuindo panfletos clandestinos, transportando mensagens e enfrentando a polícia, até ao sacrifício final. Em redor deles agita-se uma multidão de operários, camponeses e companheiros que lutam pela liberdade contra o poder dos tsares.

Mais do que um romance, é um retrato vivo do despertar da consciência popular na Rússia e do laço que nasce entre intelectuais e gente simples. Gorki entrelaça a transformação política com a ternura maternal, mostrando como o amor de uma mãe se converte em devoção a um ideal de justiça e dignidade. Obra fundadora do realismo socialista, perseguida e apreendida pelas autoridades, continua a comover pela sua fé na emancipação humana.

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How it begins

A Mãe não é uma obra de pura imaginação. É, antes de tudo, uma pintura exacta—poderia até dizer-se uma vista cinematographica—do movimento revolucionario na Russia. Este bello livro introduz na litteratura russa typos que faltavam n’ella quasi por completo: os revolucionarios operarios e camponezes, cujo papel tem sido tão importante nas ultimas tempestades politicas do paiz dos tsars. Graças aos escriptores que se teem succedido de Tourguenev a Leão Tolstoi, o revoltado sahido da classe intellectualmente cultivada é mais ou menos conhecido. Por que motivo não havia ainda um retrato completo do seu irmão oriundo das obscuras camadas do povo? Principalmente porque os revolucionarios d’esta categoria são de recente data. Prepararam-se durante muito tempo nas mysteriosas profundezas das massas, recrutando-se em silencio, multiplicando-se pouco a pouco, até ao dia em que, na sequencia dos acontecimentos de que a Russia acaba de ser o theatro, os viram surgir de chofre por toda a parte, tanto nas aldeias as mais reconditas da provincia, como nas grandes cidades. O povo desperta do seu somno secular, como de sobresalto, e este despertar abre uma era nova na historia do movimento da libertação russa. Entre os intellectuaes e os illettrados, até hoje distanciados uns dos outros, forma-se um laço solido, e um mesmo ideal inflamma o exercito dos que marcham á conquista da liberdade.

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